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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Governo já tem terreno para construir Hospital do Trevo de Abaetetuba

Uma das demandas do Planejamento Territorial Participativo (PTP) da Região Tocantina, formada pelos municípios de Abaetetuba, Barcarena, Moju e Igarapé-Miri, já está sendo atendida pelo governo do Estado. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) já desapropriou, ao custo de R$ 45 mil, o terreno onde será construído o Hospital Pronto Socorro do Trevo de Abaetetuba.
O Hospital Regional atenderá casos de urgência e emergência oriundos dos quatro municípios da Região Tocantina e de outras cidades vizinhas. Situado no trevo de acesso a Abaetetuba, o hospital será construído no local de convergência de vários municípios, uma área de expansão populacional.
Os R$ 14,6 milhões que serão investidos pelo governo na construção do Hospital Pronto Socorro resultam de operação de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A obra seguirá o mesmo projeto básico do Hospital Regional de Pronto Socorro de Ipixuna do Pará, no nordeste paraense.
A abertura da licitação para a obra será no dia 16 de setembro, conforme o Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 13 de agosto.
Fonte: Redação Agência Pará

sábado, 22 de agosto de 2009

Barcarena à 90 Km da Influenza A

No dia 17 de agosto, o Pará confirmou a 1ª morte causada por Gripe A, a vítima era moradora de Ananindeua e estava internada em Belém, distante cerca de 90Km da Cidade de Barcarena.
Segundo o Ministério da Saúde a Influena H1N1 também conhecida como Gripe A, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, que são responsáveis por um grande número de internações hospitalares no País. A doença inicia-se com febre alta, em geral acima de 38ºC, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca.
A influenza humana pode ser transmitida de forma direta: através das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar, ou tossir ou de forma indireta: por meio das mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e olhos. A transmissão direta inter-humana (ou seja, de pessoa-a-pessoa), é a mais comum, mas já foi documentada a transmissão direta do vírus de aves e suínos para o homem.
O período que uma pessoa pode transmitir a doença (transmissibilidade) é de 2 dias antes até 5 dias após o início dos sintomas.

De acordo com a SESPA o quadro da Gripe A no Pará é:
Notificados 215 casos: 90 confirmados Influenza A. 51 suspeitos aguardando resultado; 82 descartados. E apenas um óbito por Influenza A. 12 casos de positivos para Influenza sazonal.
Para evitar o contagio pela Gripe A, é imprescindível não ter contato direto com pessoas contaminadas ou suspeita, assim como os locais onde estas pessoas possam ter tido contato. Deve-se evitar o abraço, o aperto de mão, beijos e caso venha ter o contato, evitar levar a mão à boca ou mucosas do corpo. Na Cidade de Barcarena, não há confirmação de casos por Gripe A, não devemos entrar em pânico mas cuidados devemos tomar.
Devemos estar atentos, pois o fluxo de pessoas que fazem todos os dias o percurso Barcarena-Belém-Barcarena é muito grande.
> Ao utilizar os ônibus e barcos para viagem: ao entrar lavar as mãos com alcool em gel e ao sair lavar novamente, assim evitaria o seu contagio e o contagio do próximo usuário.
> Utilizando o moto táxi: o capacete que é usado por todos os usuários, devemos tomar preacauções, como o uso de máscara e a higienização do capacete após o uso de cada usuário.
A Gripe A estar aí, cabe a cada um de nós tomarmos as medidas para evitar o contagio.


A Redação

Fonte: Diário do Pará, Sespa, Ministério da Saúde.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

População é novamente penalizada no PSM da 14

Mais uma vez pacientes sofrem com a falta de atendimento médico nos prontos-socorros de Belém.
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Maria do Socorro Lobato não suportou o tempo de espera e decidiu retirar o pai Euclides da Silva, 63 anos, de dentro do PSM da 14 para levá-lo a um hospital particular. Segundo ela, o idoso chegou de Barcarena na tarde de terça-feira e só conseguiu ser atendido no início da noite. “O meu pai tem mal de Parkinson, teve derrame, não fala e nem anda, mas não parou de gemer de dor e ninguém fez nada. Ele está com a boca cheia de bactéria, porque não consegue fechar”. Segundo Maria, a única informação que teve foi que tinha que esperar por um especialista, que não chegou até o final da manhã de ontem. Revoltada, Maria retirou o pai do PSM e o colocou em um táxi. “Vou ver o que faço. Deixar meu pai morrer aqui eu não vou”.À tarde, o problema referente a ausência de médico clínico persistiu e a informação, dada por dois funcionários do hospital, era de que esse profissional estaria na unidade a partir das 19h. Na semana passada, o DIÁRIO DO PARÁ noticiou que, de quarta até sexta-feira, as pessoas que foram em busca daquela especialidade eram encaminhadas ao PSM do Guamá. A administração hospitalar justificou o problema dizendo que havia apenas um clínico, porque o outro escalado para o serviço tinha faltado por motivo de doença....
Fonte: Extraido do Diário do Pará

sábado, 8 de agosto de 2009

Idosa não encontra leito e morre no PSM da 14

O caos na saúde pública de Belém continua a levar um fim trágico a pessoas que precisam de um leito de UTI. Foi assim com Paula dos Santos Lima, de 81 anos. A idosa morreu ontem por volta de 11h, após esperar por cerca de nove horas por um leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na travessa 14 de Março.Após a morte da idosa, sua nora Eliana dos Santos Lima esperava em frente ao PSM por seu cunhado, para tratar dos trâmites de remoção do corpo. Nas mãos, um travesseiro que trouxe na ambulância de Abaetetuba, município onde mora, como tentativa de aliviar o sofrimento da mulher, que, diz ela, “era como uma mãe”. O esforço para conter o choro não surtiu muito efeito, quando Eliana começou a narrar os últimos instantes de vida da sogra.“A gente veio pra cá como última tentativa de salvar a vida dela. Se eu soubesse que ela ia morrer sofrendo do jeito que sofreu, tinha deixado ela em casa, pelo menos ela morria perto dos filhos, e ia sofrer menos”, desabafa Eliana. De acordo com a nora, Paula veio de Abaetetuba referenciada para uma vaga na UTI no PSM, por conta de um acidente vascular cerebral (AVC), mas não havia leito disponível quando chegou, por volta das 2h da madrugada.Paula ficou por horas sentada em uma cadeira, na triagem do hospital, até ser transferida para um leito de enfermaria pela manhã. Isso só porque a acompanhante, Eliana, reclamou. “Se eu não fosse discutir com eles, tinham deixado minha sogra morrer lá mesmo, naquela cadeira”.Já na enfermaria, Paula recebeu medicação e dormiu. Acordou minutos depois, com uma agonia súbita, agarrou no braço da nora, tentou dizer alguma coisa e depois caiu desfalecida na cama, já morta. “Eu chamei as enfermeiras quando ela acordou agoniada, nem queriam vir, só vieram porque eu gritei ‘ela tá morrendo’. Depois que já tinha morrido, ainda levaram ela pra ‘entubar’, mas não tinha mais jeito”.Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) disse que Paula veio para Belém referenciada ao Hospital de Clínicas Gaspar Viana, para internação em leito de UTI, segundo a guia de referência do Hospital Santa Rosa. A nota diz que “o Hospital de Clínicas, por algum motivo não especificado, encaminhou a paciente ao HPSM da 14 de Março”. A nota confirma que não havia leito de UTI disponível, e afirma que Paula foi “avaliada pelo setor de clínica médica e neurologia, medicada, mas entrou em óbito no final da manhã”.A assessoria de comunicação do Hospital de Clínicas informou que “o nome da citada paciente pode ter entrado na Central de Leitos e sido referenciada para o Hospital de Clínicas, mas como não existe nos quadros da instituição neurocirurgião, o que requeria o quadro da citada paciente, a mesma foi encaminhada para o Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março”. Fonte: (Diário do Pará) Foto: Thiago Araújo

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Paciente de Abaeteuba não encontra maca no PSM

A paciente estava com fortes dores abdominais
Cenira Cardoso, de 25 anos, deu entrada por volta de 10h da manhã de hoje (20) no Pronto-Socorro Municipal do Guamá, mas não havia maca para recebe-la. Vinda de Abaetetuba, ela foi espancada pelo marido e estava com muita dor abdominal, provavelmente decorrente de hemorragia interna. Como não havia maca no PSM, ma moça teve de sair na própria maca da ambulância, em mais uma situação que mostra o descaso com a saúde no Pará.

Fonte: (Diário Online)

domingo, 19 de julho de 2009

Estudo quer misturar pupunha e tucumã com tapioca.

Apesar de comuns na dieta da população, o tucumã e a pupunha ainda não receberam o devido valor do ponto de vista nutricional. Para aumentar o aproveitamento das duas frutas, a nutricionista e pesquisadora Kelly Soares estudou as características de cada uma delas e desenvolveu, em laboratório, a farinha de pupunha e a pasta de tucumã. Segundo Kely, os dois produtos foram utilizados na elaboração de outro alimento comum na região: a tapioca.
“A tapioca é um alimento comum para a população amazônica. Considerando isso, é importante pensarmos em aumentar o valor nutricional desse alimento que, sozinho, é pouco nutritivo. O tucumã e a pupunha são frutas dessa região e que podem ser valorizados para trazer à tapioca mais valor nutricional”, defendeu a pesquisadora, que teve que apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A pesquisa dentificou que tanto o tucumã quanto a pupunha apresentam alto valor nutricional. Já transformada em farinha, a pupunha é rica em proteínas e minerais fundamentais ao organismo humano. O tucumã, por sua vez, tem fibras e reúne também os atributos da pupunha.
De acordo com a nutricionista, por causa dos atributos nutricionais, ambas as frutas podem ajudar a combater a insuficiência de vitamina A que, segundo ela, é muito comum sobretudo em crianças e idosos.
“As duas frutas se complementam e levam a população para a prática de uma alimentação mais saudável. Ambos alimentos também podem ser utilizados no combate à constipação (prisão de ventre)”, destacou em entrevista à Agência Brasil.
Nessa pesquisa, Kely explica que a intenção é enriquecer um produto que já amplamente consumido, a tapioca, sem tirar o seu sabor característico. O experimento realizado deixou a tapioca mais crocante que a tradicional, sem alterar o sabor, garante a pesquisadora.
“A medida de farinha de pupunha utilizada para a tapioca foi apenas de 5 gramas, porque superior a isso já percebemos alteração no sabor da tapioca. A intenção enriquecer nutricionalmente o produto que já está no mercado, sem tirar o sabor dele”.
Já a pasta de tucumã, também feita em laboratório, foi feita a partir da trituração da polpa de tucumã com 10% de água, acrescentado de requeijão cremoso e leite em pó. “Resultou numa pasta muito saborosa e que complementou bem na tapioca da mesma forma que a tapioca na farinha de pupunha.”
“Faltam empresários se mobilizarem para que a fabricação da farinha de pupunha, por exemplo, possa ser encontrada mais facilmente. Além disso, a produção desses itens poderia se constituir numa nova alternativa de trabalho para as pessoas do interior do estado, que já tem a tradição de fazer a farinha de mandioca. Esses frutos podem ser encontrados em praticamente todo estado”, disse.

Fonte: Agência Brasil
 
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